Mística Feminina
Betty Friedan publicou a “Mística Feminina” em 1963. O livro está esgotado no Brasil, e raramente é encontrado em sebos e bibliotecas públicas. Felizmente, agora o livro está disponível em formato PDF no sítio do Mídia independente.
Para acessar o arquivo, use o Mídia independente ou o e-mule .
Capítulos do livro:
1. O problema sem nome
2. A heroína doméstica
3. A crise de identidade da mulher
4. A vibrante jornada
5. O solipsismo sexual de Sigmund Freud
6. O congelamento funcional – o protesto feminino e Margaret Mead
7. A educação orientada para o sexo
8. A escolha errônea
9. Sexo e comércio
10. Expande-se a função doméstica para preencher tempo livre
11. Em busca do sexo
12. Crescente desumanização: um confortável campo de concentração
13. A personalidade desperdiçada
14. Um novo plano de vida para a mulher
Vaticano distorce palavras de Betty Friedan para enaltecer lavadora de roupas | Trezentos disse,
26/04/2009 às 22:52
[...] Na introdução, ao explicar o desânimo e a frustração que acometiam as mulheres de classe média que vivam apenas para os cuidados com a família, Betty Friedan descreveu a vida durante o pós Segunda Guerra: Nos quinze anos que se seguiram à Segunda Guerra Mundial, esta mística de realização feminina tornou-se o centro querido e intocável da cultura americana contemporânea. Milhões de mulheres moldavam sua vida à imagem daquelas bonitas fotos de esposa suburbana beijando o marido diante do janelão da casa, descarregando um carro cheio de crianças no pátio da escola e sorrindo ao passar o novo espalhador de cera no chão de uma cozinha impecável. Faziam pão em casa, costuravam a roupa da família inteira e mantinham a máquina de lavar e secar em constante funcionamento. Mudavam os lençóis duas vezes por semana, em lugar de uma só, faziam cursos de tapeçaria e lamentavam suas pobres mães frustradas, que haviam sonhado seguir uma carreira. Seu sonho único era ser esposa e mãe perfeita. Sua mais alta ambição, ter cinco filhos e uma bonita casa. Sua única luta, conquistar e prender o marido. Não pensavam nos problemas do mundo para além das paredes do lar e, felizes em seu papel de mulher, desejavam que os homens tomassem as decisões mais importantes, e escreviam, orgulhosas, na ficha do recenseamento: «Ocupação: dona de casa». Fonte: FRIEDAN, Betty. Mística Feminina. Petrópolis: Vozes, 1971. p. 18 [...]