Gênero, corpo, conhecimento
Alison M. Jaggar e Susan R. Bordo editaram o livro “Gênero, corpo, conhecimento”, um livro muito interessante sobre corpo, epistemologia, teoria e métodos de pesquisa feministas.
Para fazer o download do livro, em formato .PDF, use o midia independente ou o e-mule.
O sumário do livro é o seguinte:
PARTE I: O CORPO, O SER
Susan R. Bordo, O corpo e a reprodução da feminidade: uma apropriação feminista de Foucault 19
Muriel Dimen, Poder, sexualidade e intimidade 42
Arleen B. Dallery, A política da escrita do corpo: écriture féminine 62
Eileen 0′Neill, (Re)presentações de Eros: explorando a atuação sexual feminina 79
Donna Wilshire, Os usos do mito, da imagem e do corpo da mulher na re-imaginação do conhecimento 101
Ynestra King, Curando as feridas: feminismo, ecologia e dualismo natureza/cultura 126
PARTE II: TRAJETORIAS FEMINISTAS DO CONHECIMENTO
Alison M. Jaggar, Amor e conhecimento: a emoção na epistemologia feminista 157
Joan C. Tronto, Mulheres e cuidados: o que as feministas podem aprender sobre a moralidade a partir disso? 186
6 Género, Corpo, Conhecimento
Lynne S. Arnault, O futuro radical de uma teoria moral clássica 204
Sondra Farganis, O feminismo e a reconstrução da ciência social 224
Ruth Berman, Do dualismo de Aristóteles à dialética materialista: a transformação feminista da ciência e da sociedade 241
Uma Narayan, O projeto de epistemologia feminista: perspectivas de uma feminista não ocidental 276
PARTE III: REVISANDO O MÉTODO
Rhoda Linton, Rumo a um método feminista de pesquisa 293
Donna Perry, A canção de Procne: a tarefa do criticismo literário feminista 315
Phyllis Teitelbaum, A teoria feminista e os testes padronizados 333
As colaboradoras 346
O mito da beleza
“O Mito da Beleza: como as imagens de beleza são usadas contra as mulheres”, de Naomi Wolf, foi publicado no Brasil em 1992. Hoje é difícil de ser encontrado, apesar de ainda ser bastante atual. O texto da quarta capa permite uma pálida idéia do conteúdo do livro:
“Estamos em meio a uma violenta reação contra o feminismo que emprega imagens de beleza feminina como arma política contra a evolução da mulher” – diz Naomi Wolf nesse livro de leitura agradável, repleto de dados estatísticos e observações sagazes.
Liberada, profissionalmente capaz de competir com os homens em todos os níveis, ativa, apta a lidar com a dupla jornada – trabalho e lar -, a mulher de hoje enfrenta, na realidade, uma tripla jornada. Nas horas de folga de suas múltiplas atribuições, ela investe obsessivamente em sua beleza, para manter a juventude e a formosura que lhe permitirão preservar justamente trabalho e lar.
Versão moderna dos controladores sociais instituídos pela Revolução Industrial, o mito da beleza não deixa a mulher vencer seu maior dilema: o espelho nem sempre lhe retornar as imagens que a pornografia e a publicidade instituíram como os novos símbolos do sagrado.
Com O mito da beleza Naomi Wolf surpreende quem achou que a mulher havia percorrido todos os caminhos possíveis e reatualiza as trilhas apontadas por pioneiras como Gloria Steinem e Germaine Greer.
Para acessar o arquivo em formato PDF, use o mídia independente ou o e-mule .
Mística Feminina
Betty Friedan publicou a “Mística Feminina” em 1963. O livro está esgotado no Brasil, e raramente é encontrado em sebos e bibliotecas públicas. Felizmente, agora o livro está disponível em formato PDF no sítio do Mídia independente.
Para acessar o arquivo, use o Mídia independente ou o e-mule .
Capítulos do livro:
1. O problema sem nome
2. A heroína doméstica
3. A crise de identidade da mulher
4. A vibrante jornada
5. O solipsismo sexual de Sigmund Freud
6. O congelamento funcional – o protesto feminino e Margaret Mead
7. A educação orientada para o sexo
8. A escolha errônea
9. Sexo e comércio
10. Expande-se a função doméstica para preencher tempo livre
11. Em busca do sexo
12. Crescente desumanização: um confortável campo de concentração
13. A personalidade desperdiçada
14. Um novo plano de vida para a mulher
Trechos do artigo “A Verdadeira Linda Lovalace”, de Gloria Steinem
”’Trechos do artigo A Verdadeira Linda Lovalace:”’
Lembra-se de Garganta Profunda? Aquele filme que transformou o pornô em chique… Embora tenha sido feito em 1972 como filme de segunda que custou apenas 40 mil dólares e levou uns poucos dias para ser realizado, ele terminou a década com uma renda de aproximadamente 600 milhões de dólares… Esta cifra inclui o filme em si, as seqüências, as fitas cassetes, as camisetas, os adesivos de carro e os acessórios sexuais. Na verdade, o filme foi brindado pela mídia com uma aprovação divertida e passou a fazer parte da nossa linguagem e da nossa consciência, quer tenhamos visto o filme ou não. Dos seríissimos jornalistas do caso Watergate… aos vulgares pornocratas da revista Screw… transformaram este filme de mau gosto numa piada suja universal e numa central de lucros internacional.
No coração desta piada suja e altamente rentável encontrava-se Linda Lovelace (nascida Linda Boreman)… Ela oferecia aos espectadores a excitante ilusão de que até mesmo a vizinha da casa ao lado talvez adorasse ser objeto de atos sexuais à moda pornô.
“Se os homens menstruassem”, por Gloria Steinem
Morar na Índia me fez compreender que a minoria branca do mundo passou séculos nos enganando para que acreditássemos que a pele branca faz uma pessoa superior a outra. Mas na verdade a pele branca só é mais suscetível aos raios ultravioleta e propensa a rugas.
Ler Freud me deixou igualmente cética quanto à inveja do pê-nis. O poder de dar à luz faz a “inveja do útero” mais lógica e um órgão tão externo e desprotegido como o pênis deixa os homens extremamente vulneráveis.
Mas ao ouvir recentemente uma mulher descrever a chegada inesperada de sua menstruação (uma mancha vermelha se espalhara em seu vestido enquanto ela discutia, inflamada, num palco) eu ainda ranjo os dentes de constrangimento. Isto é, até ela explicar que quando foi informada aos sussurros deste acontecimento óbvio, ela dissera a uma platéia 100% masculina: “Vocês deveriam estar orgulhosos de ter uma mulher menstruada em seu palco. É provavelmente a primeira coisa real que acontece com vocês em muitos anos!”